Comeu? E aí?

Antes de começarmos, façamos um esclarecimento; biologicamente, fisiologicamente falando, quem come é mulher, só para esclarecer, continuemos.

Deixando a hipocrisia de lado, é obvio, que todos queremos uma noite deliciosa, um sexo inesquecível, um (a) amante à la “Kama Sutra”, e quem sabe uma chegadinha ao Nirvana...

Mas, e quando ao acordar tudo isto que parecia “inimaginável”, torna-se um susto?

E quando ele abre os olhos e se depara com um corpo (escultural sem dúvida alguma, desenhado por um pintor) mas totalmente estranho,  e pior, o rosto mais estranho ainda? Quem diabos é essa mulher?

E quando ela desperta do porre (todas as amigas estavam de porre, porque ela não?), num motel barato, num local horrível em todos os sentidos, ao lado de um homem (que foi “o comedor”, só para dar moral aos machos), que em suas rápidas e raras lembranças, se mostrou mais “ordinário” que aquele lugar imundo?

Todos queremos os “Apolos” e “Afrodites” da vida,  mas é só isso? Uma trepada e nada mais? Um oi, prazer, gozei e tchau? É isso mesmo? A liberdade traz consequências (ainda bem), seja para qual lado da estrada eu decida percorrer, e se quero só “umazinha” sem compromisso, essa é minha escolha e ponto.  Mas também posso querer algo mais...

E esse “algo mais” não é necessariamente um Romance à moda antiga, ainda que romântica inveterada eu seja, mas estou falando de EMOÇÃO, SENTIMENTO, SINERGIA, TROCA, ENERGIA...

Estou falando do ficar emaranhado depois do sexo gostoso, de dormir abraçado (até porque, me perdoem homens, vocês adoram dormir depois de um sexo gostoso, e isso não é uma crítica, apenas uma constatação), conversar banalidades, falar sobre coisas sérias, fazer guerra de travesseiro, fazer cafuné, brincar com o rosto do outro, acariciar os lábios do outro, ou simplesmente não fazer nada, apenas ficar olho no olho, onde este nada pode ser quase tudo.

Não ouso dizer que você só tenha um “sexo gostoso” com o “grande amor da sua vida” (romântica inveterada em ação), jamais, você pode ter alguns parceiros ao longo da sua vida, aliás, hoje é mais do que natural, a liberdade humana (sim, não é feminina é humana), permitiu que os seres evoluíssem e entendessem que nem sempre o seu 1º parceiro, será o seu único parceiro (a).

O que de fato importa é; qual a EMOÇÃO que desejo ao acordar com um outro ser ao meu lado? Quando abro os olhos, qual a primeira imagem que quero ter e carregar para o meu dia? Quando desperto de uma noite de cansaço, de tormenta, de pesadelos ou mesmo de comemorações, qual o olhar que busco? Um olhar estranho, ou o olhar de alguém que me acolhe, me envolve, me cuida, me quer...

Inúmeros estudos espiritualistas (não estou falando de religião, entendam a diferença), confirmam que é no momento do sexo que há a maior troca ENERGÉTICA possível entre um casal; que neste momento, os seres envolvidos estão “literalmente” se DOANDO e RECEBENDO o outro, não apenas em seus corpos, mas em suas ligações químicas.

Validados ou não, eu fico com a “verdade” dos estudos; opto pelo olhar cuidador, carinhoso, atencioso, até por ter a CERTEZA que a troca entre um casal é um momento absolutamente mágico.

A opção será sempre minha; acordar com um estranho no ninho, ou dentro do sorriso de um bem querer...

 

Dizem que a noite todos os gatos são pardos.  São? Eu não sei de fato, mas se forem; um rosnado de tigresa vale uma noite?  Um rugido de leão é suficiente por uma pegada felina

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